Os Estados Unidos (EUA) concluíram uma investigação sobre a importação de produtos associados ao trabalho forçado, incluindo o Brasil em sua lista. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou que tarifas que variam entre 10% e 12,5% poderão ser impostas a diversas nações, sendo que a decisão final sobre a aplicação dessas tarifas cabe ao presidente norte-americano, Donald Trump.
Na terça-feira (2), foi revelada uma taxação de 25% sobre produtos brasileiros, porém, ainda não há definição sobre a data de implementação dessas tarifas. Além do Brasil, o USTR incluiu um total de 59 países na lista, que foi divulgada na madrugada de quarta-feira (3). Não está claro se as tarifas anunciadas seriam aplicadas cumulativamente.
A investigação norte-americana concluiu que 54 países, incluindo o Brasil, não possuem legislações adequadas para impedir a importação de produtos vinculados ao trabalho forçado. Essa situação é considerada prejudicial ao mercado dos EUA, pois favorece nações que não adotam medidas legais contra essa prática.
Outros seis países, como Canadá, União Europeia, Equador, México, Paquistão e Indonésia, possuem legislação contra o trabalho forçado, mas a investigação aponta que não conseguem realizar a fiscalização de maneira eficaz.
Até o momento, o Governo Federal não se manifestou sobre a inclusão do Brasil na lista de trabalho forçado do USTR. Contudo, em março, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, havia assinado um documento se opondo à investigação, ressaltando que tal procedimento vai de encontro às práticas da Organização Mundial do Comércio (OMC).







