Flávio afirmou que essa soberania representa as 50 milhões de pessoas que vivem sob a influência desses grupos, caracterizando-os como "narcoterroristas" que impõem medo e violência. "O povo brasileiro não aguenta mais viver com medo por causa desse tipo de gente", declarou o senador.
O parlamentar também criticou Lula por ter se referido ao PCC e ao CV como "nossos criminosos". A declaração do presidente ocorreu durante um evento em Laranjeiras, Sergipe, onde ele expressou sua insatisfação com a postura dos EUA. "Estou muito triste com a notícia de que o secretário [de Estado] dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que os nossos criminosos são terroristas e que os norte-americanos podem fazer intervenção", afirmou Lula.
O chefe do Executivo brasileiro ressaltou que o combate às facções será feito de forma interna, mencionando as leis Antifacção e de Combate ao Crime Organizado. Ele ainda destacou a importância do Brasil como uma nação soberana, afirmando: "Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta".
A declaração de Lula ocorreu após a nota emitida pelo governo federal, que também criticou a atuação da família Bolsonaro fora do país. O comunicado descreveu como "deplorável" que membros da família tenham viajado aos Estados Unidos para pleitear intervenção estrangeira, fazendo referência ao impacto negativo do "tarifaço" promovido anteriormente.
Na quinta-feira (28), o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a classificação do PCC e do CV como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e manifestou a intenção de designá-los como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs). O governo norte-americano caracterizou essas facções como algumas das mais violentas do Brasil, afirmando que juntas elas orquestraram ataques brutais contra policiais e civis.
A decisão dos EUA foi uma consequência do encontro entre Flávio Bolsonaro e o presidente Donald Trump, onde o senador solicitou a categorização das facções como terroristas. Essa conversa reflete as tensões políticas e as preocupações com o impacto do Crime Organizado no Brasil e na segurança pública do país.







