Nesta quarta-feira, 6, Israel realizou um ataque aéreo em Beirute, marcando a primeira ação desse tipo desde o cessar-fogo estabelecido com o Hezbollah no mês anterior. O governo israelense informou que o alvo da operação era um comandante da Força Radwan, uma unidade de elite do grupo xiita libanês, localizado nos subúrbios ao sul da capital libanesa.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, emitiram uma declaração conjunta sobre a operação. Informações preliminares da imprensa israelense indicam que o comandante teria sido eliminado, mas até o presente momento, não houve confirmação oficial das Forças de Defesa de Israel nem do Hezbollah sobre a morte do alvo.
Em uma mensagem publicada em suas redes sociais, Netanyahu enfatizou a responsabilidade da Força Radwan pelos ataques a assentamentos israelenses e a ferimentos de soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI). “Nenhum terrorista tem imunidade – a mão longa de Israel alcançará todo inimigo e assassino. Prometemos trazer segurança aos residentes do norte – assim fazemos e assim faremos!”, escreveu o primeiro-ministro.
O ataque ocorre em meio a um cessar-fogo que foi firmado entre Israel e Hezbollah no mês passado. A trégua servia como um passo para um entendimento mais amplo entre os Estados Unidos e o Irã, sendo que a suspensão dos bombardeios israelenses em solo libanês era uma das exigências do Irã. Apesar desse acordo, tropas israelenses continuaram a ocupar áreas ao sul do rio Litani, enquanto o Hezbollah retaliava com disparos e drones armados contra as forças israelenses.
Além do ataque em Beirute, a agência estatal libanesa NNA reportou que Israel intensificou os bombardeios em várias regiões do sul do Líbano nesta quarta-feira. Os números de fatalidades desde o início do conflito em 2 de março já ultrapassam 2,7 mil, com centenas de foguetes e drones lançados pelo Hezbollah em direção a Israel. Em contrapartida, as autoridades israelenses relataram a morte de 17 soldados no sul do Líbano e de dois civis no norte do país.
Enquanto isso, as negociações entre Israel e Líbano continuaram em um nível diplomático, com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmando que ainda é “prematuro” discutir uma reunião de alto nível entre as autoridades dos dois países. Salam reiterou que o Líbano “não busca normalização com Israel, mas sim alcançar a paz” e destacou que a principal exigência do governo libanês é um cronograma para a retirada das forças israelenses. O fortalecimento do cessar-fogo, segundo ele, seria a base para novas negociações entre representantes libaneses e israelenses em Washington.






