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Iniciativa de pesquisa no Oeste do Paraná SE destaca na gestão de aquíferos

A pesquisa realizada pela Itaipu, Itaipu Parquetec e UFPR, que investiga a gestão de aquíferos no Oeste do Paraná, revela a importância das águas subterrâneas para o...
Foto: Felipe Chiaretti/ Itaipu Parquetec

A água é um recurso essencial para a vida, presente tanto no consumo diário quanto na produção de alimentos. Contudo, uma parte significativa desse recurso permanece invisível, armazenada em aquíferos subterrâneos que são fundamentais para o abastecimento de diversas cidades. Nesse contexto, uma pesquisa desenvolvida no Oeste do Paraná se destaca por sua relevância e inovação.

O Projeto Hidrosfera, fruto de uma parceria entre Itaipu Binacional, Itaipu Parquetec e a Universidade Federal do Paraná, foi iniciado com investimentos significativos e se tornou uma das principais iniciativas de estudo sobre aquíferos fraturados no Brasil, com foco no Aquífero Serra Geral, localizado na Bacia Paraná 3 (BP3). Após oito anos de trabalho, a pesquisa consolidou-se como um modelo de gestão de recursos hídricos.

Essa iniciativa resultou em um modelo hidrogeológico que reúne informações sobre a quantidade, qualidade e comportamento da água subterrânea. Essa abordagem integrada permite uma melhor compreensão da relação entre a água subterrânea e fatores como clima, uso do solo e atividades humanas. De acordo com Lucas Henrique Garcia, gestor do convênio pela Itaipu, os dados obtidos já possibilitam a identificação de padrões que podem prever cenários de escassez hídrica e orientar políticas públicas relacionadas ao uso da água.

Gustavo Barbosa Athayde, professor de Geologia da Universidade Federal do Paraná e coordenador do projeto, ressaltou que o avanço do Hidrosfera também reflete uma nova forma de produzir e compartilhar conhecimento. Ele destacou que, neste segundo ciclo do projeto, houve um aprimoramento nos métodos de análise e uma aproximação maior com a sociedade. "Produzimos atlas, cartilhas e criamos um site, além de fortalecer a comunicação científica, para que o conhecimento gerado não fique restrito ao meio acadêmico", afirmou.

A iniciativa também se preocupa em tornar o conhecimento acessível ao público. A tradutora de conhecimento, Bianca do Amaral, enfatizou que a interação com a sociedade já tem apresentado resultados significativos. "Com essa aproximação, as águas subterrâneas estão se tornando cada vez menos invisíveis para a população e para os gestores públicos", comentou.

Na região Oeste do Paraná, 89% do abastecimento público é dependente das águas subterrâneas, o que torna o Projeto Hidrosfera uma referência importante na integração entre ciência, tecnologia e comunicação. Essa abordagem contribui para uma gestão mais eficiente e preventiva dos recursos hídricos.

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