O ex-secretário de Segurança Pública e atual deputado federal Guilherme Derrite, do Partido Progressista (PP), anunciou que lançará sua pré-candidatura ao Senado Federal na próxima semana. Os eventos que marcarão essa oficialização estão programados para os dias 15 e 16 de maio, nas cidades de Campinas e Sorocaba, respectivamente. Derrite contará com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, do PL.
A confirmação da candidatura de Derrite surge em resposta a rumores que circulavam na direita sobre uma possível desistência por parte do ex-secretário. Nesse cenário, ele enfrenta uma concorrência significativa, incluindo nomes como André do Prado, que será oficialmente apresentado esta semana, e o deputado federal Ricardo Salles, do NOVO, que também é uma opção viável. Apesar das especulações, Derrite foi claro ao afirmar: "Não vou desistir. É oficial".
De acordo com informações de aliados do PP, Derrite é visto como o favorito nas pesquisas de intenção de voto para o Senado. No entanto, a quantidade de candidatos na disputa é uma preocupação, e há um movimento dentro do partido que defende a redução do número de concorrentes para evitar a divisão dos votos.
Em meio a essa dinâmica, há uma expectativa de que Tarcísio de Freitas intervenha nas candidaturas para alinhar os interesses dos grupos, assim como fez com a candidatura de André do Prado. Tais negociações podem envolver a oferta de cargos em um eventual governo, em troca da retirada de candidaturas.
A possibilidade de Derrite abandonar a corrida não é descartada por alguns membros da direita, especialmente com o crescimento de Salles nas pesquisas, impulsionado por sua associação ao pré-candidato à presidência Romeu Zema, de Minas Gerais. A estratégia de Salles inclui campanhas publicitárias focadas no Supremo Tribunal Federal (STF), o que pode impactar a preferência do eleitorado.
Enquanto isso, a segunda vaga ao Senado estava em aberto até recentemente, com nomes como Mário Frias e Mello Araújo considerados, mas que foram afastados após intervenções em favor de André do Prado. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que detém uma posição relevante no PL, deve se candidatar como suplente, o que poderia resultar em uma troca de cargos em caso de reeleição de Tarcísio.






