Na terça-feira, 28, Avichay Adraee, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), divulgou um alerta a residentes do sul do Líbano, solicitando que evacuem imediatamente áreas sob influência do grupo terrorista Hezbollah. A solicitação foi feita em resposta a uma violação do acordo de cessar-fogo por parte da organização.
Entre as localidades mencionadas por Adraee estão Al-Ghandouriya, Burj Qalawayah, Shaqra e Tibnin. O porta-voz enfatizou que as IDF não desejam prejudicar civis e, preocupadas com a segurança da população, pedem que deixem suas residências imediatamente.
Os moradores foram orientados a se deslocar em direção ao distrito de Saida. Adraee alertou ainda que quem estiver próximo a elementos do Hezbollah ou suas instalações estará colocando sua vida em risco.
A escalada da tensão ocorreu após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ter determinado, no sábado, 25, novos ataques contra o Hezbollah, devido à violação do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. O acordo, que havia sido prorrogado por mais três semanas na quinta-feira, 23, foi rompido quando o Hezbollah disparou projéteis em direção ao território israelense.
Os militares israelenses informaram que dois disparos foram realizados a partir do sul do Líbano, caracterizando uma violação clara dos termos do cessar-fogo. Em resposta a essa situação, Netanyahu ordenou uma intensificação das ações militares contra alvos do Hezbollah.
Em comunicado, o gabinete do primeiro-ministro indicou que as Forças Armadas de Israel foram instruídas a atacar com força as instalações do Hezbollah no Líbano, com base em um relatório do Exército. Essa decisão reflete a crescente preocupação de Israel com a segurança em sua fronteira norte.





