O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou que deixará a liderança do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) em 4 de abril, atendendo à legislação eleitoral que exige a desincompatibilização de ministros. No entanto, Alckmin permanecerá no cargo de vice-presidente, permitindo sua participação nas próximas eleições.
A legislação estabelece que ministros devem se afastar seis meses antes do primeiro turno das eleições, mas a regra não se aplica à vice-presidência. Caso Alckmin opte por disputar outro cargo, terá que evitar assumir a Presidência da República durante esse período para não se tornar inelegível.
Durante um evento em que apresentou os números da balança comercial de fevereiro, Alckmin fez um balanço de seus mais de três anos à frente do Mdic. Ele destacou a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que, segundo ele, poderá entrar em vigor em maio, encerrando mais de duas décadas de negociações.
Alckmin também mencionou o avanço do Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex), que, segundo ele, já é responsável por cerca de 50% das operações de importação do Brasil. A expectativa é que a plataforma esteja totalmente implementada até o fim do ano, contribuindo para a redução de custos e simplificação dos processos de comércio exterior.






