Porto Alegre se Despede de Luis Fernando Verissimo em Cerimônia Pública

Porto Alegre se despediu de Luis Fernando Verissimo neste sábado, com uma cerimônia aberta ao público realizada no Salão Nobre Júlio de Castilhos, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Fãs, amigos e admiradores compareceram para prestar suas últimas homenagens ao renomado escritor, falecido aos 88 anos.
Após a cerimônia pública, a família realizou um ato reservado para parentes e amigos próximos. O local e horário do sepultamento não foram divulgados, mantendo a privacidade da família neste momento de luto.
Verissimo faleceu na manhã de sábado, em decorrência de complicações de uma pneumonia. Ele estava internado desde 17 de agosto no Hospital Moinhos de Vento, tratando sequelas de um AVC e a progressão da Doença de Parkinson. Sua morte gerou grande comoção no meio literário e político.
O governador Eduardo Leite decretou luto oficial de três dias no estado, em homenagem ao escritor. “O Rio Grande do Sul e o Brasil perdem um dos grandes nomes da literatura nacional”, declarou Leite, destacando o humor peculiar e a inteligência de Verissimo ao abordar os desafios brasileiros.
Políticos de diversas esferas compareceram à despedida, incluindo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ex-governadores como Tarso Genro e Olívio Dutra também prestaram suas homenagens, ressaltando a importância do legado de Verissimo como intelectual e cronista do cotidiano.
“Ele unia conhecimento literário profundo com um olhar crítico sobre o país”, afirmou Tarso Genro. Olívio Dutra complementou, dizendo que Verissimo soube transformar a vida cotidiana em crônicas que capturaram “o universo humano em toda sua riqueza”.
Filho do romancista Érico Verissimo, Luis Fernando construiu uma trajetória única, marcada pelo humor e pela ironia. Suas crônicas, que retratavam a vida da classe média urbana, conquistaram leitores de todas as idades. Além de cronista, Verissimo também atuou como romancista, cartunista e roteirista.
Luis Fernando Verissimo integrou a redação do jornal *O Pasquim* durante o regime militar e, a partir de 1988, consolidou sua carreira como cronista em veículos de alcance nacional, deixando um legado inestimável para a cultura brasileira.
Fonte: http://revistaoeste.com