PCC Trama Morte de Promotor em SP com Apoio de Empresários: Operação Desmantela Plano

Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) revelou uma articulação perigosa entre empresários e o Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação, deflagrada na sexta-feira, teve como alvo empresários suspeitos de financiar e planejar o ataque.
Esta é a segunda vez que o estado de São Paulo se depara com uma conspiração do alto escalão do crime organizado visando a eliminação de um promotor. O caso anterior envolveu Lincoln Gakiya, também alvo de planos semelhantes. A repetição deste tipo de ameaça demonstra a ousadia e a persistência do crime organizado em desafiar as autoridades.
A operação policial, realizada em Campinas, cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão, resultando na coleta de evidências cruciais como celulares e uma pistola calibre .380, que possivelmente seria utilizada no atentado. A rápida ação das forças de segurança impediu que o plano fosse concretizado.
As investigações apontam que os empresários, atuantes nos setores de transporte e comércio de veículos, forneceram suporte logístico para a execução do crime. A coordenação da operação envolveu o 1º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep) e o Gaeco, demonstrando a importância da colaboração entre diferentes órgãos para combater o crime organizado.
Segundo o MP, a ordem para o atentado partiu de Sergio Luís de Freitas, conhecido como “Mijão”, integrante da Sintonia Final da Rua do PCC e foragido na Bolívia há mais de 19 anos. Os investigados teriam financiado a compra de veículos, armas e a contratação de executores para a emboscada. O juiz Caio Ventosa Chaves, da 4ª Vara Criminal de Campinas, autorizou as prisões temporárias e buscas.
Um dos empresários investigados mantinha ligação direta com a liderança do PCC e teria trabalhado para dificultar o trabalho das autoridades ao planejar o atentado. Dois dos envolvidos, dos setores automotivo e de transportes, foram presos. As investigações prosseguem para identificar outros participantes na trama.
Fonte: http://revistaoeste.com