Ação Policial Desmantela Rinhas de Galo e Resulta em Prisões e Multas de R$245 Mil no Paraná

Uma vasta operação da Polícia Militar Ambiental resultou no desmantelamento de diversas rinhas de galo em Guarapuava e Ponta Grossa, no Paraná. As ações, motivadas por denúncias anônimas de maus-tratos, culminaram em prisões, apreensões e a aplicação de multas que somam R$ 245 mil. A crueldade contra os animais chocou as autoridades, que prometeram intensificar a fiscalização.
Em Guarapuava, no distrito de Entre Rios, a polícia flagrou uma rinha em plena atividade em uma chácara. No local, 41 pessoas, incluindo uma criança, foram encontradas, além de 28 galos, um deles já sem vida e os demais com ferimentos graves. A estrutura da rinha impressionou pela organização, com arenas de combate, árbitros e cronômetros, evidenciando a crueldade da prática.
A operação em Guarapuava resultou na autuação de 36 pessoas, cada uma multada em R$ 1.500,00. As maiores multas foram direcionadas ao proprietário da chácara (R$ 61 mil) e ao organizador da rinha (R$ 57 mil), considerados os principais responsáveis pela atividade ilegal. Além disso, três homens foram presos por posse ilegal de armas de fogo, e um indivíduo foi detido por receptação de 80 kg de cobre sem comprovação de origem.
Em Ponta Grossa, a ação conjunta com a Guarda Municipal descobriu outra rinha, onde 26 galos foram resgatados com sinais de maus-tratos. As multas aplicadas aos participantes, proprietários dos animais e ao responsável pelo local totalizaram R$ 68.500,00. A Polícia Militar Ambiental reforça que a colaboração da população é fundamental para combater crimes ambientais, e denúncias podem ser feitas anonimamente pelo telefone 181.
As operações recentes demonstram o comprometimento das autoridades em coibir a prática de rinhas de galo no estado. Há menos de um mês, uma ação similar em Goioxim resultou na prisão de oito pessoas e na aplicação de R$ 250 mil em multas. As autoridades enfatizam que a crueldade contra os animais não será tolerada e que as operações de fiscalização continuarão a ser intensificadas.
Fonte: http://massa.com.br