Artigo no Wall Street Journal Acusa STF de ‘Golpe’ e Censura no Brasil

Artigo no Wall Street Journal Acusa STF de ‘Golpe’ e Censura no Brasil

Um artigo de opinião publicado no Wall Street Journal (WSJ) reacendeu o debate sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil. A colunista Mary Anastasia O’Grady, veterana da imprensa norte-americana, argumenta que a Corte brasileira estaria promovendo um “golpe de Estado”, censurando críticos e prendendo opositores, levantando sérias questões sobre a independência do judiciário no país.

O texto, divulgado neste domingo (10), traça um paralelo entre a situação brasileira e regimes autoritários, como o da Venezuela sob Hugo Chávez. A colunista enfatiza que ditaduras modernas frequentemente se consolidam através do controle de instituições e da perseguição de vozes dissonantes. O Inquérito das Fake News, conduzido pelo próprio STF, é citado como um exemplo de potencial abuso de poder.

“O problema em Brasília começou em 2019, quando o Supremo Tribunal Federal alegou ter sido vítima de calúnias e ameaças e invocou uma norma interna que lhe conferia o poder de instaurar ‘inquéritos’ secretos sobre supostos crimes contra seus membros”, escreveu O’Grady. Segundo ela, a Corte agiu como “iniciador, investigador e juiz”, em violação aos direitos constitucionais.

A publicação também critica a decisão do STF de anular a condenação de Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção, contrastando com a transformação de Jair Bolsonaro em réu. O artigo questiona ainda a narrativa oficial sobre os atos de 8 de janeiro, minimizando a ideia de uma tentativa real de golpe.

“Não importa o que você pense do senhor Bolsonaro, está claro que a política tomou conta da Corte”, afirma o artigo. A colunista menciona o movimento no Senado para um possível impeachment de Alexandre de Moraes e o crescente descontentamento de setores da elite com o que consideram excessos do judiciário. A repercussão do artigo promete intensificar o debate sobre os limites do poder do STF no cenário político brasileiro.

Fonte: http://www.conexaopolitica.com.br

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