O Conselho de Ética da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) decidiu, na última sexta-feira (31), pela suspensão do mandato do vereador Éder Borges, do partido Novo, por quebra de decoro parlamentar. A votação foi unânime e a medida agora será submetida ao plenário da Casa, que irá avaliar a abertura de uma Comissão Processante para dar continuidade ao processo ético-disciplinar instaurado contra o parlamentar.
A suspensão proposta é de 120 dias, período em que Éder Borges terá suas prerrogativas parlamentares, benefícios e subsídio suspensos. A relatora do processo, vereadora Laís Leão, do PDT, teve seu parecer apoiado por outros vereadores, incluindo Hernani, Rafaela Lupion, Professor Euler e Jasson Goulart, que acompanharam a decisão integralmente.
O parecer do Conselho de Ética argumenta que a penalidade visa evitar a repetição de condutas inadequadas e ressalta a importância do respeito às normas de convivência e ao decoro no exercício do mandato parlamentar. Esse tipo de conduta é considerado essencial para assegurar a integridade das relações dentro da Câmara Municipal.
O processo contra Éder Borges teve início após um incidente ocorrido na sessão plenária de 1º de abril de 2026. Durante um debate sobre as condições de trabalho dos professores da rede municipal, o vereador fez um gesto imitando uma arma de fogo enquanto os vereadores se preparavam para uma foto oficial ao final da Tribuna Livre. A convidada da sessão, a professora Diana Cristina de Abreu, que representa o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), foi uma das testemunhas ouvidas durante o processo.
Diana Cristina relatou que interpretou o gesto como uma forma de intimidação. "Eu entendo que sinal de arma é sempre uma ameaça. Nós não fazemos sinal de arma para as pessoas no nosso cotidiano se não quisermos intimidar e ameaçar", afirmou a professora ao depor.
A relatora Laís Leão também comentou sobre a necessidade de se estabelecer limites dentro da Câmara Municipal, ressaltando que o comportamento dos vereadores deve ser adequado e respeitoso. Ela destacou que o caso vai além das disputas políticas, afirmando que a Câmara deve representar todos os cidadãos curitibanos e que o respeito deve vir de dentro da Casa.







