Na noite de quarta-feira, 24 de junho, a Venezuela foi abalada por dois terremotos de grande magnitude, 7,5 e 7,2 na escala Richter, que causaram uma tragédia nacional. A presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciou que o número de mortos já chega a 32 e mais de 700 pessoas ficaram feridas. Em decorrência da gravidade da situação, Rodríguez declarou estado de emergência, enfatizando a necessidade de ações imediatas para lidar com os efeitos devastadores dos tremores.
"Estamos neste momento declarando estado de emergência, como contempla nossa Constituição", declarou a presidente durante um pronunciamento na emissora estatal VTV, acompanhada de seu irmão, Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento, e do ministro do Interior e Justiça, Diosdado Cabello. A declaração foi feita em meio a uma crescente preocupação com o número de vítimas e as condições de resgate.
Os terremotos tiveram seu epicentro localizado a aproximadamente 300 quilômetros a leste de Caracas, no município de Montalbán, no estado de Carabobo. A profundidade do sismo foi registrada em 13,2 quilômetros, o que o classificou como um evento superficial, segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Essa característica pode ter contribuído para os danos significativos observados.
De acordo com previsões preliminares do USGS, o saldo de mortos pode ser alarmante, com estimativas que variam entre 10 mil a 100 mil vítimas, além de grandes perdas econômicas esperadas. As equipes de resgate estão mobilizadas, correndo contra o tempo na busca por sobreviventes nos escombros de prédios que desabaram em várias áreas.
A presidente Rodríguez também anunciou a ativação de toda a rede de saúde pública e privada do país para atender os feridos, especialmente nas regiões mais afetadas. Ela informou que não haverá aulas nos próximos dias e que atividades não essenciais estão suspensas. Além disso, cortes no fornecimento de gás encanado foram realizados em prédios com danos estruturais, e houve impactos nos serviços de eletricidade e água.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou a disposição de seu país em enviar ajuda à Venezuela. Em uma mensagem na rede social Truth Social, Trump expressou sua preocupação com a situação e afirmou que as agências governamentais estão se preparando para agir rapidamente. "Os primeiros relatórios não são bons!", concluiu.







