O uso do cinto de segurança no Brasil permanece baixo, com 79,7% dos adultos usando sempre no banco dianteiro e apenas 54,6% no traseiro. A física das colisões explica os riscos de não usar o cinto, e a velocidade aumenta de forma desproporcional a energia envolvida no impacto.
Com o aumento das viagens de fim de ano e o maior fluxo nas rodovias, o Centro Universitário FEI alerta para a importância do uso correto do cinto de segurança por todos os ocupantes do veículo.
Com o aumento das viagens de fim de ano e o maior fluxo nas rodovias, o Centro Universitário FEI, referência em engenharias há quase 85 anos, alerta para a importância de práticas que elevem a segurança no trânsito, especialmente o uso correto do cinto de segurança por todos os ocupantes do veículo. Entender como os princípios básicos da física das colisões atuam durante o impacto ajuda a explicar por que a ausência do cinto faz com que passageiros e objetos soltos se tornem riscos letais.
A professora Marcilei Guazzelli, de Física da FEI, ressalta que, mesmo em velocidades aparentemente baixas, a energia envolvida em uma batida pode causar lesões graves quando o corpo não é contido adequadamente.
Uso errado
No Brasil, apesar da obrigatoriedade do uso do cinto de segurança, os números mostram uma adoção ainda incompleta entre passageiros. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019, divulgados pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, indicam que 79,7% dos adultos relataram usar sempre cinto no banco dianteiro, enquanto apenas 54,6% afirmaram o mesmo quando ocupavam o banco traseiro, um indicativo de vulnerabilidade entre ocupantes de trás mesmo em veículos em movimento nas estradas brasileiras.





