A controvérsia começou com um vídeo e uma postagem publicados em 26 de junho, que traziam o título provocativo “PF pega ligação de Bolsonaros com PCC e Bolsonaro se desespera e joga Flávio na fogueira!! Traições!”. O material referia-se a investigações da Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora Go Up, que esteve envolvida na produção do filme Dark Horse, biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a decisão do TSE, as apurações envolvendo a produtora não estabelecem qualquer conexão entre Flávio Bolsonaro e o PCC. Nunes Marques enfatizou que o conteúdo extrapola o limite da crítica política e apresenta acusações criminais sem respaldo em investigações, o que poderia comprometer a integridade do processo eleitoral e induzir o eleitorado a erro.
O ministro destacou que, em apenas cinco dias de veiculação nas plataformas, o conteúdo alcançou um número significativo de visualizações, curtidas e comentários, o que demonstra seu potencial de desinformação em um momento crítico de formação da opinião pública sobre os pré-candidatos. Nunes Marques classificou as informações como “notoriamente inverídicas ou descontextualizadas”.
Por fim, o presidente do TSE determinou que o vídeo fosse removido do YouTube e que a publicação no site do Plantão Brasil fosse excluída no prazo de até 24 horas, afirmando que o material não se restringia a questionar a atuação pública do senador, mas buscava disseminar desinformação ao atribuir-lhe práticas criminosas sem comprovação.







