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Trump encerra cessar-fogo com Irã após ataques mútuos

Em meio a uma nova onda de hostilidades entre Estados Unidos e Irã, Donald Trump declarou o fim do cessar-fogo durante cúpula da Otan. Os EUA bombardearam...

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (8) o término do cessar-fogo com o Irã, em um contexto de intensificação dos conflitos entre os dois países no Oriente Médio. Durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, na Turquia, Trump afirmou: "No que me diz respeito, acabou". O mandatário expressou seu descontentamento com a situação, referindo-se aos iranianos como "doentes" e "mentirosos".

A declaração de Trump ocorre após Os Estados Unidos realizarem bombardeios em mais de 80 alvos da República Islâmica, na madrugada anterior. Essa ação foi uma resposta às hostilidades que afetaram três petroleiros no Estreito de Ormuz, na terça-feira (7). O Comando Central americano (Centcom) informou que os ataques visaram "sistemas de defesa aérea, redes de comando e controle, postos de radar costeiros, estruturas de mísseis antinavios e mais de 60 pequenas embarcações do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica na região".

O objetivo dessas operações militares foi, segundo as autoridades americanas, enfraquecer a capacidade do Irã de atacar o comércio internacional que transita pelo Estreito de Ormuz, uma rota essencial para o escoamento de petróleo e gás do Golfo Pérsico. Por outro lado, o governo iraniano acusou Os Estados Unidos de violar um memorando que havia estabelecido um cessar-fogo entre os países, levando a um ataque a instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait.

O comando operacional do Exército da República Islâmica declarou que qualquer local na região que apoie as forças dos EUA na violação da soberania iraniana seria considerado um alvo legítimo. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, utilizou a plataforma X para criticar as violações do memorando, afirmando que a era da intimidação e da extorsão havia chegado ao fim.

Em resposta à escalada do conflito, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, defendeu os ataques dos EUA contra o Irã, considerando-os "absolutamente necessários". Ele acusou Teerã de violar a trégua ao atacar navios, ressaltando que era imprescindível uma reação forte por parte dos Estados Unidos.

O memorando de entendimento assinado há 20 dias previa um cessar-fogo total no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz. Entretanto, o Irã condicionou o trânsito de navios na região à obtenção de uma autorização específica e ao uso de rotas previamente determinadas, complicando ainda mais a situação.

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