A gestão do Hospital Regional do Centro-Oeste Deputado Bernardo Ribas Carli, em Guarapuava, adotou uma postura de transparência em meio a discussões sobre o pagamento do piso nacional da enfermagem. Na terça-feira, 2 de junho de 2026, o diretor da unidade, Fernando Guiné, realizou uma coletiva de imprensa para detalhar a situação que envolve a empresa terceirizada CIS – Centro Integrado em Saúde e os cerca de 280 trabalhadores contratados.
Guiné enfatizou que, mesmo diante de um cenário de crise, a gestão optou por não recorrer a discursos inflamados ou tentativas de transferir responsabilidades. O diretor reafirmou o comprometimento da administração hospitalar com a continuidade da assistência à população, destacando que "silêncio não é sinônimo de inércia". Ele explicou que as tratativas com a CIS foram conduzidas ao longo de meses de forma técnica e respeitosa, utilizando os canais institucionais apropriados.
A postura da direção do hospital, em conjunto com a Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná (Funeas) e a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), foi de acompanhar permanentemente a situação, buscando soluções que garantissem tanto os direitos dos trabalhadores quanto a segurança assistencial da população. O impasse teve origem nas reivindicações dos profissionais em relação ao pagamento do piso nacional da enfermagem.
Nos últimos tempos, os trabalhadores vinculados à CIS realizaram assembleias e manifestações, exigindo uma solução para a questão. A empresa foi criticada por suas propostas durante as negociações, mas a direção do Hospital Regional assegurou que o problema nunca foi desconsiderado.
Fernando Guiné ressaltou que, em 13 de fevereiro de 2026, a gestão já estava ciente das dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores e estava trabalhando para resolver a situação. Ele reiterou que a prioridade da gestão é garantir um atendimento seguro, contínuo e humanizado para os milhares de pacientes que dependem do hospital, tanto em Guarapuava quanto na região.
A transparência adotada pela direção do Hospital Regional se destaca em um contexto onde a crise de saúde e as questões trabalhistas frequentemente geram incertezas. A proposta é que a comunicação aberta continue, assegurando que a população esteja informada sobre as condições de atendimento e os direitos dos profissionais de saúde envolvidos no processo.







