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Tragédia no rope jump: morte de jovem levanta questões sobre segurança no esporte radical

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, durante um salto de rope jump em São Paulo, reacende o debate sobre a segurança na prática do esporte...

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump no interior de São Paulo, trouxe à tona discussões sobre a segurança na prática do esporte radical. O incidente, ocorrido no último sábado (13), teve como cenário a Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, onde a jovem foi lançada de uma plataforma de aproximadamente 40 metros, sem a corda de segurança devidamente conectada ao corpo.

A tragédia levou à prisão de três homens em flagrante, que agora enfrentam acusações de homicídio com dolo eventual. A Ponte do Esqueleto, uma estrutura ferroviária desativada há 30 anos, é conhecida por atrair praticantes de esportes de aventura, mas acumula um histórico de acidentes, o que levanta preocupações sobre a segurança das atividades realizadas no local.

Em resposta ao ocorrido, a prefeitura de Limeira tomou medidas para fechar o acesso à ponte, buscando evitar novos incidentes. O rope jump, também conhecido como pêndulo humano, é uma modalidade que permite o salto preso por cordas estáticas, diferentemente do bungee jump, que utiliza cordas elásticas. O salto pode durar até 10 segundos, com a queda se transformando em um movimento pendular.

Esse tipo de atividade é praticado em locais variados, como pontes, cachoeiras e pedreiras, e é comum em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. Na região, a cascata do Fumaça, em Nova Ponte, proporciona saltos de até 50 metros de altura, enquanto a Pedra da Gávea, No Rio de Janeiro, oferece a possibilidade de saltar a mais de 400 metros de altitude, com uma queda inicial de 40 metros e vistas para o Cristo Redentor.

No Sul do Brasil, o rope jump também é popular, com destaque para a cascata do Avencal, em Urubici, Santa Catarina, que permite saltos de 100 metros de altura, e o Salto São Francisco, em Prudentópolis, no Paraná, que possui cerca de 196 metros de altura e 140 metros de queda.

Para garantir a segurança na prática do rope jump, é crucial que os participantes verifiquem rigorosamente os protocolos operacionais e as redundâncias dos sistemas. A responsabilidade de fiscalizar a reputação da empresa que oferece a atividade é fundamental, especialmente considerando que a modalidade ainda não conta com federações oficiais no Brasil.

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