Com mais de uma década de atuação no Slovacko, Kristyna afirmou que nunca suspeitou do comportamento de Vlachovsky enquanto trabalhavam juntos. "Era como se fôssemos uma grande família. Ele parecia ter uma segunda personalidade durante todo o tempo", declarou a atleta.
Petr Vlachovsky foi condenado pelo crime de gravação ilegal e por posse de material de abuso sexual infantil. Contudo, sua prisão foi suspensa e ele recebeu uma proibição de atuar como treinador na República Checa por apenas cinco anos. Essa decisão gerou descontentamento na Associação Tcheca de Jogadores de Futebol, que clamou por uma punição mais severa e que tenha validade internacional.
Marketa Vochoska Haindlova, representante da associação, expressou sua preocupação com a possibilidade de o treinador conseguir emprego em outros países. "Não deveria ser permitido que um treinador simplesmente mude de um continente para outro e continue sua atuação", comentou.
Kristyna decidiu tornar o caso público com o intuito de proteger outras atletas e incentivar uma discussão mais ampla sobre segurança no esporte. "Paradoxalmente, isso está me ajudando, transformando o negativo em positivo. Quero que nenhuma outra menina ou mulher no futebol, ou em qualquer outro esporte, passe por isso", concluiu a jogadora.





