O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou, na quarta-feira (17), a redução da Taxa Selic para 14,25% ao ano, após um corte de 0,25%. Esta é a terceira vez consecutiva que a taxa básica de juros do Brasil é alterada para baixo, refletindo uma tendência identificada no Boletim Focus, publicado na última segunda-feira (15).
A Taxa Selic, que havia alcançado 15% ao ano, o maior patamar em décadas, começou a ser reduzida em março deste ano, encerrando um período de dois anos sem cortes. Durante esse intervalo, a taxa cresceu de 10,75% para 15%. Desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Copom já ajustou a Taxa Selic em sete ocasiões, alternando entre reduções e aumentos.
Quando Lula assumiu a presidência, a taxa estava em 13,75% e, posteriormente, entre maio e setembro de 2024, chegou a 10,5%. No entanto, a atual situação de conflitos no Oriente Médio e seus efeitos sobre a inflação indicam que novos cortes na Selic podem não ocorrer até o final do ano.
A Guerra no Oriente Médio tem dificultado a implementação de cortes mais profundos nas taxas de juros, uma vez que tem causado um aumento nos preços de combustíveis e alimentos. O Banco Central utiliza a Taxa Selic como ferramenta para controlar a inflação. Em comunicado, o Copom enfatizou a necessidade de manter a serenidade e a cautela na condução da política monetária, visando assegurar a estabilidade de preços, além de suavizar flutuações na atividade econômica e promover o pleno emprego.
No contexto nacional, o comitê observou que os indicadores econômicos apontam para uma aceleração da atividade no primeiro trimestre do ano, com setores cíclicos ganhando destaque e o mercado de trabalho apresentando sinais de resiliência. Contudo, as expectativas de inflação estão se distanciando da meta, superando o limite superior da banda, com projeções de 5,30% para 2026 e 4,10% para 2027, conforme levantamento da pesquisa Focus.
Diante dessas condições, o Copom considera que diferentes trajetórias que garantam a convergência da inflação para a meta no primeiro trimestre de 2028 são compatíveis com a suavização das variações nos agregados macroeconômicos.







