De acordo com a previsão, o hemisfério Norte deve ser o mais afetado no período. –
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) publicou um relatório que aponta para 95% as chances de um evento fortíssimo do El Niño entre outubro e dezembro de 2026.
De acordo com a previsão, o hemisfério Norte deve ser o mais afetado no período.
Neste mesmo espaço de tempo, o El Niño tem 69% de probabilidade de ser o mais intenso desde 1950. O órgão alerta para sérios e consistentes impactos que o fenômeno nesta magnitude pode causar.
Neste último mês, o El Niño já se intensificou com um aumento na temperatura da superfície do mar superiores a +2,0 °C no Pacífico equatorial oriental.
Segundo a NOAA, o aumento do índice de temperatura subsuperficial equatorial em julh, refletiu em uma termoclina (camada em um corpo de água) +10,0 °C mais profunda que a média. A previsão indica que o El Niño continuará a se fortalecer até o final do ano. As informações são da CNN Brasil.
Super El Niño no Brasil
O El Niño acontece quando há um aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico, o que altera a circulação dos ventos e a formação das chuvas. Todo esse processo afeta o planeta, mas, no caso do Brasil, há uma variação de impactos entre as diferentes regiões do país, que vão desde excesso de chuva e alagamentos até secas intensas e falta de água nos reservatórios.
No segundo semestre de 2026, o país deve enfrentar a formação de um fenômeno que especialistas chamam de “super El Niño”. De acordo com informações divulgadas, o evento pode causar impactos no clima do planeta que podem durar até o ano de 2027. Para Claudio de Brito Neri, professor de Geografia do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré, apesar do fenômeno parecer distante do dia a dia, ele impacta a vida de milhões de brasileiros.
“Isso fica claro quando analisamos períodos anteriores, em que suas consequências foram desde problemas na produção de alimentos até crises no abastecimento de água e enchentes”, disse.
Diante da situação, órgãos como o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) buscam alertar governos, agricultores e a população em geral para os possíveis impactos desse fenômeno.
Conforme nota técnica emitida em conjunto pelo CPTEC, INPE e INMET, os efeitos do El Niño poderão ser sentidos de formas distintas nas regiões brasileiras.
Fonte:A Rede PG





