O poder de compra do suinocultor em São Paulo apresentou uma nova queda nesta parcial de maio, conforme informações do Cepea. A relação de troca com o milho, por exemplo, já acumula oito meses consecutivos de diminuição, atingindo o pior índice desde fevereiro de 2023. Embora os preços do milho e do farelo de soja tenham registrado queda, a desvalorização do suíno vivo foi mais acentuada, agravando ainda mais as margens de lucro dos produtores.
Na região de Campinas (SP), os suinocultores conseguiram adquirir, em média, 4,96 quilos de milho e 3,18 quilos de farelo de soja para cada quilo de suíno vivo vendido. Esses dados refletem uma redução de 4,9% em relação ao milho e de 6% em relação ao farelo de soja, se comparados a abril.
Analisando o cenário em relação ao mesmo período do ano anterior, o poder de compra dos suinocultores caiu 29,1% no que diz respeito ao milho e 33,2% em relação ao farelo de soja. Esse cenário de desvalorização tem gerado preocupações entre os produtores, que sentem o impacto direto em suas atividades econômicas.
Apesar do aumento na demanda por carne suína na primeira quinzena de maio, que gerou uma leve reação nos preços do suíno vivo, esse avanço não foi suficiente para reverter a média mensal das cotações. Portanto, os preços permanecem em um patamar que não favorece os produtores.
As expectativas para o mercado indicam que os preços deverão se manter estáveis pelo menos até o início de junho, o que deixa os suinocultores em um cenário de incerteza. A situação exige atenção redobrada e estratégias que possam minimizar os impactos negativos sobre a atividade.







