Na última quinta-feira (23), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), requisitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) a respeito do pedido feito pela defesa de Jair Bolsonaro. Os advogados do ex-presidente buscam autorização para que ele possa realizar uma cirurgia no ombro direito, programada para ocorrer entre esta sexta-feira (24) e sábado (25). A PGR terá um prazo de cinco dias para se pronunciar sobre o caso.
O pedido foi protocolado na terça-feira (21) e envolve uma operação que tem como objetivo reparar lesões no manguito rotador e outras estruturas associadas. A defesa de Bolsonaro alega que o ex-presidente experimenta dor contínua e limitações funcionais no ombro, mesmo após tentativas de tratamento com medicamentos analgésicos e métodos conservadores.
Exames realizados mostram uma significativa retração e uma lesão de alto grau no tendão supraespinhal, que é fundamental para o movimento de levantar o braço. O médico ortopedista Alexandre Firmino Paniago é o responsável pela indicação da cirurgia, que será feita por meio de um procedimento artroscópico.
Os advogados enfatizam que o pedido para a realização da cirurgia possui um caráter “estritamente humanitário e sanitário”. Eles argumentam que não se trata de uma questão de conveniência, mas de uma “necessidade terapêutica concreta” para garantir a integridade física e a qualidade de vida do ex-presidente.
Atualmente, Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes. No dia 24 de março, Moraes havia autorizado a concessão de prisão domiciliar por 90 dias, após o ex-presidente passar várias semanas internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido a uma broncopneumonia bacteriana bilateral.
Recentemente, relatórios médicos e fisioterapêuticos enviados ao STF indicaram que a condição pulmonar de Bolsonaro está apresentando evolução clínica “satisfatória”, com uma leve melhora no pulmão esquerdo. Contudo, a equipe médica ressalta que o processo de reabilitação tem se mostrado desafiador, com o ex-presidente relatando fadiga muscular intensa, dores dorsais e problemas de equilíbrio decorrentes dos medicamentos. Além disso, Bolsonaro enfrentou um episódio de soluços ininterruptos que durou cerca de oito horas.





