A partida entre Juventude e Sport, realizada neste sábado (23) no Alfredo Jaconi, ganhou destaque não apenas pelo resultado, mas também pela interrupção causada por uma grave denúncia de racismo. Aos 20 minutos do segundo tempo, o atacante MP, que havia sido substituído por Maurício Barbieri, se deparou com ofensas racistas de um torcedor ao passar por um dos setores do estádio.
Imediatamente, o jogador se dirigiu ao árbitro Lucas Paulo Torezin para relatar a situação. O juiz, em conformidade com o protocolo antirracismo estabelecido pela FIFA e pela CBF, fez o gesto que sinaliza oficialmente uma denúncia de racismo, cruzando os braços acima da altura do peito. Com isso, a partida foi paralisada para que a situação fosse avaliada.
Após a denúncia, MP não retornou ao banco de reservas e se dirigiu ao vestiário, onde começou a formalizar a ocorrência. Inicialmente, ele se apresentou no Juizado Especial Criminal (Jecrim) acompanhado pela advogada do Juventude, antes de seguir para a delegacia. O suspeito identificado pelo jogador foi contido por seguranças e encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos sobre as ofensas.
O caso de injúria racial será investigado pelas autoridades competentes. Até o momento, o Juventude e a CBF não se pronunciaram oficialmente sobre o incidente ocorrido durante a partida.
Após a paralisação, o jogo foi retomado. Já aos 36 minutos do segundo tempo, Iuri Castilho, aproveitando uma sobra na entrada da área, marcou o gol que garantiu a vitória do Sport por 1 a 0. Com esse resultado, a equipe pernambucana alcançou 19 pontos e se posicionou no topo da tabela da Série B. Por outro lado, o Juventude permanece com apenas 13 pontos na competição.







