A CNI critica a manutenção da Selic em 15%, apontando que juros elevados encarecem crédito, inibem investimento e comprometem a competitividade industrial, além de reduzir o crescimento econômico e afetar o setor público.
A taxa básica de juros já deveria ter iniciado um ciclo de queda para evitar o agravamento da desaceleração econômica e a perda de ritmo do mercado de trabalho.
A taxa básica de juros já deveria ter iniciado um ciclo de queda para evitar o agravamento da desaceleração econômica e a perda de ritmo do mercado de trabalho, que criticou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a Selic em 15%.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, descreve a permanência dos juros nesse patamar como “excessiva e prejudicial”. Ele afirma que isso encarece o crédito, inibe o investimento e compromete a competitividade da indústria.
Alban observa que o próprio Comitê reconhece que as consequências dos juros elevados ainda não se materializaram completamente e que há espaço para uma mudança gradual na política monetária sem comprometer a convergência da inflação para a meta.
a taxa de juros real, calculada com base nas expectativas de inflação, deve terminar 2025 em torno de 10,5% ao ano, cerca de 5,5 pontos percentuais acima da taxa neutra definida pelo Banco Central. Assim, o país permanece entre os que têm as maiores taxas de juros reais do mundo, atrás apenas da Turquia.





