A Justiça Federal no Paraná proferiu sentenças que resultaram na condenação de seis executivos e operadores financeiros de empreiteiras, envolvidos em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, com penas que chegam a 14 anos e sete meses. Esta decisão é um desdobramento da extinta Operação Lava Jato, que investigou contratos fraudulentos com a Petrobras entre os anos de 2004 e 2014. A Petrobras, na qualidade de vítima, atuou como assistente da acusação durante o processo judicial.
As condenações foram emitidas pela 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, que é o local de origem dessa investigação. Os empresários têm o direito de recorrer das decisões. O advogado Alberto Zacharias Toron, que representa um dos condenados, Carlos Maurício Lima de Paula Barros, anunciou que irá interpor uma apelação.
Carlos Maurício Lima de Paula Barros recebeu uma pena de 12 anos, 2 meses e 7 dias de prisão, condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Jesús de Oliveira Ferreira Filho foi sentenciado a 14 anos, 7 meses e 15 dias em regime fechado, também por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Ricardo Teixeira Fontes, por sua vez, foi condenado a 13 anos, 10 meses e 15 dias, igualmente em regime fechado por crimes semelhantes.
Os outros condenados, Flávio Henrique de Oliveira Macedo, Eduardo Aparecido de Meira e Igor Belan, receberam penas de 7 anos, 6 meses e 20 dias de prisão, mas em regime semiaberto, todos imputados por lavagem de dinheiro.
O juiz Guilherme Roman Borges, responsável pela sentença, fundamentou sua decisão em uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, que envolveu ex-executivos de uma empresa de engenharia industrial e operadores financeiros. Com 107 páginas, a sentença detalha as práticas ilícitas que configuraram o esquema de cartel e a distribuição de propinas que prejudicaram a Petrobras e o setor público como um todo.







