Dorival Júnior está prestes a registrar uma das piores fases na história recente do São Paulo. Desde fevereiro, o treinador não conseguiu levar o time a uma vitória no Campeonato Brasileiro, o que intensifica a ameaça de rebaixamento a cada nova rodada. Enquanto isso, a lembrança do trabalho de Hernán Crespo se torna um lamento crescente nas arquibancadas do Morumbi.
A atual fase do time não se resume apenas à falta de vitórias, mas também à apatia demonstrada em campo. O comentarista Souza caracterizou o São Paulo como "frouxo", evidenciando a falta de ação e proatividade. Após um mês de paralisação para treinamento e com semanas livres devido à eliminação na Copa do Brasil, o que se viu foi uma equipe sem ideias, engessada e incapaz de criar jogadas ensaiadas que possam surpreender os adversários.
O futebol apresentado pelo São Paulo tem sido meramente reativo. Empatar com o Bolívar em jogo na altitude ou resistir à pressão do Flamengo no Maracanã se tornaram os únicos feitos da comissão técnica. No entanto, quando é necessário que a equipe tome a iniciativa, o desempenho se revela insatisfatório e sem brilho.
A situação é ainda mais preocupante quando se analisa o desempenho individual dos jogadores. Dorival Júnior tem conseguido desvalorizar atletas que, teoricamente, são os melhores do elenco. Um exemplo claro é o de Marcos Antônio, um dos meio-campistas mais habilidosos do Brasil, que foi deslocado para a ponta, desconsiderando suas características específicas. Essa mudança impactou negativamente sua performance, que já era elogiada por muitos.
Luciano e Artur também foram afetados pelo mesmo processo de regressão. Atualmente, é difícil encontrar um jogador no São Paulo que esteja apresentando um desempenho superior ao que tinha sob a direção de Roger Machado. A comparação entre os dois treinadores é inevitável: enquanto Roger enfrentava vaias mesmo com vitórias, Dorival mantém-se em um cenário de tranquilidade com um desempenho aquém do esperado.
A postura de Dorival fora de campo também gera descontentamento. Em suas coletivas, ele frequentemente menciona a "evolução do trabalho" e a "melhora gradual", mas essas afirmações soam vazias e repetitivas, lembrando promessas não cumpridas de sua passagem pela Seleção Brasileira, onde não conseguiu alcançar os objetivos estabelecidos.





