Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) reuniram-se nesta segunda-feira, 11, e concordaram em implementar um pacote de sanções direcionadas a colonos israelenses na Cisjordânia. Essa decisão foi impulsionada pela saída do ex-primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, que era considerado um dos principais defensores de Israel dentro do bloco europeu.
O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, anunciou nas redes sociais que a UE decidiu sancionar organizações israelenses que são acusadas de promover a expansão de assentamentos na Cisjordânia. Essa ação representa um endurecimento da postura da União Europeia em relação à situação na região.
Em resposta à decisão, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou sua condenação. Netanyahu utilizou a rede X para afirmar que tanto Israel quanto os Estados Unidos estão realizando esforços para combater grupos jihadistas ligados ao Irã, sugerindo que a Europa se beneficia desse trabalho. O premiê também criticou a UE por criar uma “falsa simetria” entre os cidadãos israelenses e o grupo terrorista Hamas.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, também se manifestou contra as sanções, qualificando a decisão da UE como “arbitrária e política” em relação a cidadãos e entidades israelenses. Essa crítica destaca a crescente tensão entre Israel e a União Europeia, especialmente em tempos de escalada de violência na região.
Autoridades europeias informaram que ao menos sete colonos ou organizações israelenses serão incluídos na lista de sanções. Além disso, o bloco aprovou medidas punitivas contra o Hamas, que também tem sido uma fonte de violência na região. Israel ocupa a Cisjordânia desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e a violência tem aumentado significativamente desde 2023, após ataques terroristas do Hamas contra Israel.
Apesar do consenso em torno das sanções a colonos, a União Europeia ainda não conseguiu chegar a um acordo sobre a adoção de medidas mais amplas contra Israel, como a imposição de restrições comerciais. Essa falta de consenso pode dificultar esforços futuros para uma resolução pacífica do conflito na região, onde as tensões continuam a aumentar.







