A futura SAF do Paraná Clube avalia construir um shopping e fazer modificações na Vila Capanema caso consiga a propriedade do terreno, hoje pertencente à União. O clube detém a concessão pública do Durival Britto e Silva desde 2018 por 30 anos, até 2048, com possibilidade de prorrogação.
O CEO da NextPlay, Pedro Weber, afirmou que a aquisição do espaço daria mais liberdade para explorar o estádio. "Tendo a propriedade você tem mais mobilidade para desenvolver dentro do espaço outras atividades", declarou em entrevista ao podcast Suits & Cleats. Ele citou a possibilidade de deslocar o estádio e incluir um shopping no local, além de ajustes, enquanto na concessão é preciso seguir as regras do edital.
Weber destacou que a Vila Capanema é um centro de receita importante para a SAF. "A gente quer que se torne uma vantagem competitiva, desenvolvendo o estádio, tornando-o mais moderno, mas também trazendo outras atividades ali para dentro", continuou. O objetivo é estimular eventos e atividades comerciais, criando um complexo que gere resultados para a SAF e uma nova linha de receita.
O planejamento de longo prazo inclui a modernização do estádio e o retorno do Paraná à Série B, estimado por Weber para 2030 no melhor cenário, embora reconheça possíveis atrasos. Sem divisão nacional, o time tentará vaga na Série D de 2028 por meio do Campeonato Paranaense de 2027. Para 2027, o clube avalia mandar jogos de maior apelo na Arena da Baixada ou no Couto Pereira, aproveitando a capacidade superior desses estádios para ampliar a arrecadação. Segundo Weber, a Vila Capanema comporta atualmente cerca de 15 mil torcedores, o que pode limitar receitas em alguns confrontos.





