A residência de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e proprietário do Banco Master, foi roubada no último sábado (21) em Minas Gerais. O furto, ocorrido na Região Metropolitana de Belo Horizonte, resultou no desaparecimento de diversos itens de valor, incluindo joias, bolsas, calçados, cartões bancários e um relógio avaliado em R$ 1 milhão. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o prejuízo total pode alcançar a soma de R$ 5 milhões.
Um homem de 41 anos foi detido sob suspeita de participação no crime. A prisão foi inicialmente realizada por receptação e, após a audiência de custódia, foi convertida em prisão preventiva pela Justiça. A PCMG informou que a resolução do caso se deu em decorrência de uma ocorrência fortuita ligada a uma discussão familiar, que levou à recuperação dos itens furtados e à devolução à família Vorcaro.
Após uma discussão entre o suspeito e sua atual companheira, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi chamada para atender a ocorrência no bairro Goiânia, em Belo Horizonte. Durante a abordagem, os policiais encontraram um cofre digital violado na residência do suspeito, além de cartões bancários em nome de terceiros, celulares, vestuário com etiquetas e uma touca balaclava, utilizada para ocultar a identidade.
Henrique Vorcaro, pai de Daniel, enfrenta problemas com a Justiça, estando atualmente preso preventivamente em decorrência de uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O caso Vorcaro, que envolve questões financeiras e atividades ilícitas, atraiu a atenção das autoridades e da mídia.
Henrique Vorcaro presidia a Multipar, empresa que, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentou mais de R$ 1 bilhão entre os anos de 2020 e 2025 em contas relacionadas a Daniel Vorcaro. Ele era um dos integrantes de um grupo conhecido como 'A Turma', que, conforme investigações, tinha como objetivo intimidar críticos, monitorar autoridades e acessar informações sigilosas.
As atividades deste grupo foram descobertas pela Polícia Federal (PF) a partir de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, e as evidências sobre suas ações ilícitas foram se acumulando ao longo das investigações, incluindo diálogos obtidos no celular do ex-policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.







