O Congresso Nacional decidiu adiar a retomada das atividades legislativas de 3 para 10 de agosto, mesmo com o recesso parlamentar previsto para terminar no último sábado, dia 1º. Os parlamentares, ao voltarem ao trabalho, deverão se concentrar na análise de projetos considerados prioritários antes das eleições de outubro.
De acordo com o calendário legislativo, as sessões ocorrerão em dois momentos: de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro. Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), alinharam a votação simultânea de matérias que são de interesse do Congresso, visando acelerar a tramitação.
Essa estratégia conjunta tem como objetivo facilitar a aprovação de propostas que requerem a validação tanto na Câmara quanto No Senado, especialmente antes que o ritmo legislativo diminua devido ao período eleitoral. Atualmente, há uma quantidade significativa de 87 vetos presidenciais e 32 medidas provisórias aguardando votação.
Entre as propostas que devem ser debatidas a partir de 10 de agosto está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala 6×1. Aprovada na Câmara em maio, essa proposta, que propõe a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, ainda não foi encaminhada para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, permanecendo travada na mesa de Davi Alcolumbre.
O governo, que considera essa proposta uma prioridade, estima que a mudança beneficiaria cerca de 37 milhões de trabalhadores. Entretanto, a bancada de oposição defende a manutenção da escala 6×1, o que gera divergências sobre a votação.
Outro projeto que está na mira do governo é a PEC da Segurança Pública, que também já passou pela Câmara e aguarda deliberação No Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem solicitado publicamente que Alcolumbre coloque este tema em pauta.





