O regime de Nicolás Maduro é acusado de ter assassinado mais de 10 mil pessoas na Venezuela, conforme relatório divulgado pelo Programa Venezuelano de Educação-Ação em Direitos Humanos (Provea). A ONG, que atua na defesa dos Direitos Humanos, destacou que esses crimes estão sendo cometidos de maneira sistemática desde 2013.
A publicação do relatório ocorre em um contexto histórico marcado pela queda do ditador, que foi preso por forças especiais dos Estados Unidos no dia 3 de janeiro, encerrando um ciclo de 27 anos de governos chavistas. A Provea alerta que, apesar da mudança de liderança, a estrutura repressiva no país permanece ativa.
Os pesquisadores da Provea documentaram um total de 10.853 vítimas de execuções extrajudiciais, com as forças de segurança concentrando seus assassinatos em áreas populares. Os jovens, especialmente aqueles com idades entre 18 e 30 anos, foram identificados como os principais alvos da repressão estatal.
O relatório também revela um crescimento alarmante no número de desaparecimentos forçados, que aumentou em 196% em comparação com estudos anteriores. Agentes do serviço de inteligência têm perseguido líderes sociais, e defensores dos direitos civis enfrentam constantes ameaças e intimidações.
Além da repressão, o governo de Nicolás Maduro desorganizou a economia do país. No final do ano passado, o salário mínimo caiu para o equivalente a 0,45 centavos de dólar, e atualmente, metade da população ativa depende do trabalho informal para sobreviver. Mais de 130 líderes sindicais foram presos de maneira arbitrária pelas autoridades.
A situação da saúde pública na Venezuela também é crítica, com 88% dos hospitais enfrentando desabastecimento de medicamentos. A falta de insumos médicos básicos compromete o funcionamento de quase todas as unidades de saúde. A crise ambiental no país se agrava devido à extração ilegal de minérios e aos frequentes vazamentos de petróleo.







