Nesta segunda-feira (8), a Câmara Municipal de Curitiba aprovou a declaração de suspeição de Mauro Bobato (PP) para relatar e integrar a comissão processante que investiga o vereador Lórens Nogueira (PP). Com isso, a vereadora Meri Martins (Republicanos) foi sorteada para ocupar a vaga deixada por Bobato. O novo relator designado é o Vereador Da Costa (Podemos).
Lórens Nogueira é acusado de realizar práticas de ‘rachadinha’, que consistem em receber parte dos salários de funcionários comissionados de volta. O processo que pode levar à cassação de seu mandato foi instaurado após uma denúncia apresentada pela bancada do Novo, em decorrência da Operação Déjà-Vu, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná.
A declaração de impedimento apresentada por Bobato no dia 1º foi aceita por unanimidade, com 27 votos favoráveis. Assim, o vereador deixou a comissão processante. A nova composição da comissão inclui Serginho do Posto (PSD) como presidente, Da Costa (Podemos) como relator e Meri Martins (Republicanos) como membro.
Gustavo Silveira Da Costa, conhecido como Da Costa, tem 36 anos e é influenciador digital, atualmente em seu primeiro mandato na Câmara de Curitiba. Ele foi eleito em 2024 com 15.014 votos pelo União Brasil, sendo o terceiro mais votado. Em sua trajetória, destacou-se nas redes sociais com um canal no YouTube que conta com 886 mil seguidores, onde aborda temas relacionados à segurança pública e abordagens policiais.
Antes de ingressar na política, Da Costa atuou por sete anos como policial militar, até 2021. Natural de Curitiba, ele é casado e pai de três filhos, e atualmente é filiado ao partido Podemos. O vereador já apresentou propostas como a regulamentação do uso de biometria facial em câmeras de monitoramento e alterações nas normas referentes ao uso de câmeras de radares e videomonitoramento.
De acordo com as normas da Câmara, o processo de cassação deve ser concluído em um prazo de até 90 dias a partir da notificação do acusado. O resultado da votação para a eventual cassação dependerá do apoio de dois terços dos membros da Câmara Municipal de Curitiba.







