A decisão da Suprema Corte dos EUA de considerar ilegais parte das tarifas aplicadas pelo governo de Donald Trump provocou reações imediatas de países e empresas que mantêm relações comerciais com os EUA. O foco dos comentários centrou-se menos no aspecto jurídico e mais nas implicações para o comércio global.
Governos da Europa e da América do Norte destacaram a importância de estabilidade e previsibilidade nas relações econômicas. A União Europeia informou que está analisando a decisão e dialogando com Washington para entender os próximos passos da administração norte-americana. O bloco enfatizou que empresas de ambos os lados do Atlântico necessitam de regras claras e tarifas reduzidas para manter investimentos e cadeias produtivas integradas.
O governo do Reino Unido afirmou estar trabalhando para preservar condições comerciais favoráveis com os EUA, enquanto a Suíça está avaliando os impactos específicos da decisão sobre seus exportadores. No Canadá, o ministro Dominic LeBlanc destacou que a decisão da Corte confirma que as tarifas eram injustificadas, embora alguns setores ainda estejam sujeitos a outras taxas.
Nos mercados financeiros, investidores reagiram com otimismo, acreditando que a redução de tarifas pode aliviar pressões sobre as cadeias globais de suprimentos. Em resposta, Donald Trump criticou a decisão e afirmou que continuará a defender medidas para proteger a indústria norte-americana, além de estudar alternativas legais para manter pressões comerciais.






