Nesta semana, vídeos que circulam nas redes sociais mostram a presença de ratos dentro do Hospital Municipal de Mandirituba, gerando revolta e indignação entre moradores do município e região. As imagens chocam justamente por se tratar de um espaço que deveria representar cuidado, segurança e dignidade para pacientes que buscam atendimento médico.
O caso não surge como surpresa. Moradores e usuários do sistema público de saúde já vinham denunciando o abandono da estrutura, a falta de manutenção e o visível descaso com o hospital. O aparecimento de roedores dentro de um ambiente hospitalar não é apenas um episódio isolado, é o retrato de uma gestão que falha no básico.
Durante a campanha eleitoral, o atual prefeito Felipe Machado apresentou o Hospital Municipal como vitrine e prioridade absoluta de governo. No entanto, passado o período das promessas, a realidade mostra que saúde pública não se sustenta em discursos ou slogans, mas em gestão diária, planejamento e responsabilidade administrativa.
A população hoje presencia as dificuldades de uma administração conduzida por um prefeito jovem e sem experiência na gestão pública, que demonstra enfrentar sérios desafios para organizar o básico da prefeitura e manter serviços essenciais funcionando com eficiência. Quando falta preparo administrativo, quem sofre diretamente é o cidadão que depende do atendimento público.
Classificar o episódio como “fato isolado” não responde à indignação popular. Problemas estruturais não surgem de um dia para o outro, são resultado da ausência de gestão eficiente e da falta de prioridade real com aquilo que deveria estar acima de qualquer disputa política: a saúde da população.
Enquanto isso, cresce a percepção de que a máquina pública foi ampliada para atender acordos políticos e acomodações administrativas, mas não consegue garantir o funcionamento adequado dos serviços essenciais. Quando cargos aumentam e a eficiência diminui, quem paga a conta é a população, especialmente aqueles que mais precisam da saúde pública.
O Hospital Municipal sempre foi patrimônio da comunidade e símbolo de atendimento à população. Transformá-lo em cenário de descaso representa um retrocesso inaceitável para o município.
A população não quer explicações frágeis. Quer soluções, respeito e gestão de verdade.
Assista ao vídeo:






