O acesso desigual a serviços fundamentais no Brasil — como saúde, educação e infraestrutura — reflete uma sociedade com oportunidades e recursos desiguais. Conceitos como índice de Gini, pobreza e desigualdade em escolaridade demonstram a falta de equidade, exigindo avaliação por múltiplos indicadores.
A origem deste cenário está ligada à colonização, à escravidão e à concentração de terras. A economia brasileira, por séculos, priorizou grandes propriedades e trabalho forçado, o que criou barreiras para a mobilidade social e manteve assimetrias. A ausência de políticas inclusivas após a abolição da escravidão aprofundou ainda mais esses desequilíbrios.
Regiões desenvolvidas concentram mais serviços públicos e privados, enquanto moradores de áreas menos favorecidas enfrentam dificuldades para acessá-los. Exemplos incluem a menor oferta de universidades e hospitais especializados fora de centros urbanos, além dos custos e deslocamentos necessários.
A discriminação de gênero e raça também contribui para as desigualdades, afetando oportunidades e acesso a serviços de forma sistemática. Esses aspectos estruturais reforçam a permanência das assimetrias no país.






