A proposta de Orçamento para 2027, encaminhada ao Congresso Nacional em 31 de agosto de 2026, não prevê qualquer reajuste nos valores do Bolsa Família. O governo estima um total de R$ 157,1 bilhões para o programa social, cifra inferior aos R$ 158,6 bilhões alocados para 2026 e aos R$ 167,2 bilhões destinados em 2025.
Com essa proposta, o benefício mínimo do Bolsa Família permanecerá em R$ 600 por família. A decisão de não promover um reajuste ocorre em um contexto de contenção de gastos, com a equipe econômica buscando limitar o aumento das despesas obrigatórias. Assim, a discussão sobre uma possível correção dos valores ficará a cargo do Congresso durante a tramitação do Orçamento.
Desde o relançamento do programa, em março de 2023, o Bolsa Família não sofreu qualquer reajuste. A legislação vigente permite que os valores sejam corrigidos em um período de até dois anos, mas o governo interpreta que essa revisão não é obrigatória.
Além do benefício mínimo, o programa oferece pagamentos adicionais que variam conforme a composição familiar. São disponibilizados R$ 150 por criança com até 6 anos, R$ 50 para gestantes, R$ 50 para jovens de 7 a 18 anos incompletos e R$ 50 para bebês de até 6 meses. Esses valores são cumulativos, dependendo das características de cada família.
Para ser elegível ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa deve ser de até R$ 218. Além disso, é necessário manter o Cadastro Único atualizado e atender às condicionalidades nas áreas de saúde e educação. Em agosto, o programa atendia cerca de 19,3 milhões de famílias, um número que se mantém próximo ao registrado em 2025, quando eram aproximadamente 19,2 milhões de famílias beneficiadas.
A decisão de não reajustar os valores ocorre em meio a um cenário crescente de pressão sobre as contas públicas. O governo está propondo uma redução nominal dos recursos destinados ao programa, enquanto busca controlar o avanço das despesas obrigatórias. Durante a tramitação do projeto no Congresso, os parlamentares poderão discutir ajustes na previsão orçamentária e poderão pressionar por uma possível recomposição dos benefícios.





