Todo fim de ano e início de outro segue o mesmo padrão: fazemos promessas. Dizemos que gastaremos menos, ganhar mais, organizar a vida, comer melhor, exercitar mais, agora.
A razão é que dezembro traz esperança e janeiro parece um espaço em branco onde tudo pode ser colocado. Por que essas promessas têm apelo?
A resposta é que buscamos metas que se encaixem no nosso cotidiano e que sejam alcançáveis, mantendo a motivação.
O problema não é prometer, mas acreditar que o calendário altera o que construímos no dia a dia. Há um viés antigo e quase humano: a crença de que o futuro será mais organizado, que o próximo mês trará mais dinheiro, tempo e disciplina, como se o “eu de janeiro” fosse mais responsável que o “eu de dezembro”.







