O TSE devolveu ao plenário as ações que podem resultar na cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A decisão foi registrada na última terça-feira (18), após o ministro Antonio Carlos Ferreira liberar os recursos que estavam suspensos desde novembro.
As ações tratam de dois recursos impetrados pelo Ministério Público Eleitoral contra uma decisão do TRE-RJ. Em 2024, o tribunal regional absolveu Castro e outros investigados, mesmo em meio a controvérsias que envolvem supostas contratações temporárias beneficiando apoiadores durante o período eleitoral. O MP alega irregularidades nas admissões realizada pela Fundação Ceperj e pela Uerj, com recursos do governo estadual.
Além do governador, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, e o ex-vice-governador Thiago Pampolha também respondem ao processo. Pampolha deixou o cargo para assumir função no Tribunal de Contas do Estado do RJ, enquanto o julgamento agora segue para nova análise pelo TSE, que precisará definir a data de retomada.
Relatórios citados nas ações indicam que cerca de 45 mil contratações temporárias foram efetuadas entre 2022 e 2024, com pagamentos em espécie e saques que somam aproximadamente R$ 248 milhões. A defesa de Castro, porém, argumenta que as medidas foram regulares e não ligadas ao processo eleitoral, alegando ainda que as contratações não violaram procedimentos administrativos.






