Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, decidiu cancelar uma viagem internacional de dez dias que estava programada para junho. O objetivo da mudança foi acompanhar o governador Tarcísio de Freitas em compromissos na capital paulista. A decisão se alinha à estratégia da pré-campanha do governador para aumentar sua visibilidade na cidade e na região metropolitana.
A viagem de Nunes estava marcada para o dia 12 de junho, com passagens por San Sebastián e Madrid, antes de seguir para Londres, onde chegaria no dia 18. O retorno ao Brasil estava previsto para 21 de junho. Durante a estadia, o prefeito participaria de visitas técnicas e reuniões focadas em projetos que poderiam ser implementados na cidade.
Entre os compromissos planejados, havia uma visita ao Centro Integrado de Segurança e Emergências em Madrid e uma reunião em Londres para conhecer o modelo de operação dos ônibus turísticos hop-on hop-off. Além disso, o prefeito participaria de fóruns e de uma conferência sobre clima.
Nos bastidores, fontes indicam que o cancelamento da viagem ocorreu a pedido da campanha de Tarcísio de Freitas. Pesquisas internas revelam que o governador precisa melhorar seu desempenho eleitoral na capital, onde se encontra em uma situação de empate ou atrás do adversário Fernando Haddad. No interior do estado, no entanto, a percepção é de que Tarcísio já possui vantagem, após um aumento nas agendas e mudanças na abordagem com os prefeitos.
A expectativa é que Ricardo Nunes desempenhe um papel positivo nesse contexto, dado seu alto índice de aprovação na capital. O prefeito deve aumentar sua participação nas agendas ao lado do governador, com os dois já tendo se encontrado recentemente em São Mateus, na Zona Leste, e com uma agenda programada para Guaianases nesta sexta-feira (26).
A colaboração entre o governador e o prefeito se intensificou em 2024, quando Tarcísio participou da campanha de reeleição de Nunes. Aliados de ambos ressaltam a importância de manter essa atuação conjunta. A estratégia é continuar com compromissos coletivos mesmo após 4 de julho, data em que a legislação eleitoral impõe restrições à entrega de novos equipamentos públicos, concentrando-se em visitas e reforçando ações em parceria entre o Estado e a Prefeitura.







