O prazo para a realização das convenções partidárias e federações chega ao fim nesta quarta-feira (5), conforme estipulado pelo calendário eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a contagem regressiva para as eleições de 2026, vários candidatos à Presidência ainda não definiram quem ocupará a posição de vice em suas chapas.
Um dos casos mais notáveis é o do senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), que, apesar de ser considerado um dos principais nomes da direita para a disputa, tem encontrado dificuldades em estabelecer uma parceria sólida para a vice-presidência. A situação se complica ainda mais pela neutralidade demonstrada por diversos partidos do Centrão, que optaram por não apoiar sua candidatura.
Seis partidos foram sondados pelo PL, mas decidiram não lançar candidaturas ou apoiar Flávio Bolsonaro. Esses partidos incluem o MDB, PSDB/Cidadania, PP (Progressistas), União Brasil, Republicanos e Podemos. A falta de apoio gerou insatisfação entre membros do PL, como o deputado Sóstenes Cavalcante, que manifestou descontentamento com a postura do Centrão, sugerindo que os eleitores reflitam sobre a escolha de representantes que adotam uma posição neutra na eleição nacional.
A indefinição em torno do vice de Flávio Bolsonaro pode levar o PL a oficializar uma chapa pura para a Presidência da República ainda nesta quarta-feira (5).
Outro candidato que também enfrenta a mesma situação é Augusto Cury, do Avante. Oficializado como presidenciável na terça-feira (4), Cury ainda não anunciou quem será seu vice. Durante as negociações, ele se reuniu com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, mas não houve consenso entre eles. Zema já definiu o senador Eduardo Girão como seu companheiro de chapa.
Com o encerramento do prazo para as convenções, que teve início em 20 de julho, os partidos agora devem avançar para o registro oficial das candidaturas junto ao TSE. As convenções são essenciais para a oficialização das candidaturas junto à Justiça Eleitoral e ao eleitorado, abrangendo não apenas os cargos de presidente e vice, mas também governadores, senadores e deputados em diferentes esferas.





