A Ponte Preta, enfrentando uma severa crise financeira, viu seu diretor jurídico, José Henrique Specie, declarar publicamente que a situação do clube é de "quase insolvência". Essa afirmação ocorreu após a rejeição da proposta de criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) na última Assembleia Geral Extraordinária, onde a mobilização da oposição impediu que a votação atingisse os dois terços necessários.
Specie expôs a gravidade do momento, afirmando que a Ponte Preta está em uma "situação financeira muito sensível". O quadro atual do clube é considerado crítico, com a dívida total estimada em cerca de R$ 320 milhões, sem incluir os débitos referentes ao IPTU, que somam aproximadamente R$ 20 milhões. Além disso, o déficit mensal é de R$ 2,8 milhões, o que agrava ainda mais a situação.
O último balanço financeiro, referente ao ano de 2025 e correspondente ao período da gestão de Marco Antonio Eberlin, atualmente atuando como vice-presidente e diretor de futebol sob Luiz Alves Torrano, revelou um déficit de R$ 33.575,770. Esse número ilustra a profundidade da crise enfrentada pelo clube, que é a última colocada na Série B do Campeonato Brasileiro, somando apenas 13 pontos, 19 a menos que o primeiro time fora da zona de rebaixamento.
"A dívida consolidada é de centenas de milhões e não foi constituída recentemente, mas vem se acumulando ao longo de décadas, entrando agora em um cenário de execução", explicou Specie. Ele ressaltou que os credores estão constantemente pressionando o clube, dificultando o pagamento das obrigações ordinárias e das execuções.
O dirigente finalizou sua declaração afirmando que a Ponte Preta precisa, da melhor forma possível, buscar soluções para equacionar a situação financeira diante do quadro alarmante de quase insolvência em que se encontra. O futuro do clube na Série B e sua capacidade de recuperação financeira permanecem incertos, o que eleva a preocupação entre os torcedores e associados da instituição.





