Uma operação das polícias Civil e Penal do Paraná desmantelou uma suposta quadrilha responsável por um esquema ilícito de inserção de celulares e drogas dentro de unidades prisionais. A ação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira, 20 de maio de 2026, e abrangeu cidades como Curitiba, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande e Piraquara, localizadas na Região Metropolitana, além de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
Os agentes policiais cumpriram 30 ordens judiciais, que incluem nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão, e 12 ordens de sequestro de bens. Nenhuma das identidades dos investigados foi divulgada até o momento. As investigações revelaram que a quadrilha cobrava valores exorbitantes para inserir celulares nas unidades prisionais. O custo médio para cada aparelho era de aproximadamente R$ 40 mil, com registros de até R$ 80 mil para um único celular.
Os investigados enfrentam várias acusações, incluindo corrupção ativa e passiva, inserção de aparelho celular em estabelecimento prisional e tráfico de drogas. Entre os alvos da operação estão monitores de ressocialização prisional e pessoas já encarceradas.
A investigação teve início após a apreensão de um celular em uma unidade prisional no final de 2024, o que levou a Polícia Penal a identificar movimentações financeiras suspeitas. A Polícia Civil também detectou indícios de um esquema de lavagem de dinheiro que visava ocultar a origem ilícita dos valores envolvidos nesse tráfico de dispositivos eletrônicos.
Sidnei de Souza Geraldino, chefe da Divisão de Operações de Segurança da Polícia Penal, ressaltou a importância de ações regulares para evitar a entrada de produtos proibidos nas unidades. Ele afirmou que as inspeções são essenciais para manter a ordem no sistema prisional e combater as comunicações ilícitas.
O delegado da Polícia Civil, Thiago Andrade, informou que muitos dos investigados já possuem antecedentes criminais e continuaram suas atividades ilegais mesmo após serem presos. Andrade destacou que a quadrilha se adaptou e sofisticou suas operações, utilizando a colaboração de pessoas em cargos públicos que facilitavam a entrada de drogas e celulares nos presídios.







