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Polícia mira quadrilha especializada em tráfico de maconha com sede em Curitiba

A Polícia Civil do Paraná deflagrou operação contra organização criminosa especializada em tráfico de maconha com atuação interestadual e movimentação financeira milionária....

Operação da PCPR desmantela esquema milionário com ramificações interestaduais e movimentação financeira suspeita.

A Polícia Civil do Paraná deflagrou operação contra organização criminosa especializada em tráfico de maconha com atuação interestadual e movimentação financeira milionária.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou uma operação nesta terça-feira (2) contra uma organização criminosa especializada no tráfico de maconha. O grupo mantinha uma sede estruturada em Curitiba e realizava operações interestaduais de tráfico de drogas e armas, com ramificações em diversas regiões do país.

A ação é um desdobramento da maior apreensão de haxixe já feita no Paraná e ocorre simultaneamente em Curitiba e Itapema, Santa Catarina. A operação visa atingir o núcleo de comando financeiro e logístico do grupo, interrompendo rotas de abastecimento de drogas que conectavam o Paraná a outros estados.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão, além de 28 ordens de bloqueio de veículos e 14 bloqueios de contas bancárias vinculadas aos investigados. As investigações comprovaram que o grupo, estruturado nos bairros Pinheirinho, Cidade Industrial e Tatuquara, em Curitiba, mantinha uma ampla rede logística, promovendo o transporte regular de grandes carregamentos de entorpecentes e armamentos.

Estrutura Empresarial do Crime

O esquema criminoso possuía estrutura empresarial, praticava lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial, realizando movimentação financeira superior a R$ 513 milhões em operações suspeitas por meio de empresas de fachada. Durante as diligências, a PCPR apreendeu mais de 700 quilos de haxixe, a maior apreensão da droga na história do estado, e mais de 900 quilos de maconha em Ponta Porã (MS).

O principal alvo da investigação foi preso em Itapema, em um apartamento de luxo, de onde coordenava todo o esquema criminoso, contando com o apoio de co-líderes estabelecidos em Curitiba. Segundo o delegado Victor Loureiro Mattar Assad, o investigado era responsável pelo envio de armas de grosso calibre de São Paulo para uma organização criminosa no Rio de Janeiro, além de abastecer outros estados com drogas.

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