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Polícia investiga técnico de celulares por roubo e vazamento de vídeo íntimo em São Paulo

Um técnico de celulares e um adolescente estão sendo investigados pela Polícia Civil por roubar e vazar um vídeo íntimo de uma cliente. O caso, que ocorreu...

Uma situação que deveria ser apenas um conserto de celular se transformou em um caso criminal em Pirapozinho, interior de São Paulo. Um técnico de manutenção de celulares e um menor de idade estão sendo investigados por roubar e vazar um vídeo íntimo de uma cliente em uma plataforma de conteúdo adulto.

As investigações da Polícia Civil revelam que o proprietário da assistência técnica aproveitou o momento em que estava sozinho com o smartphone da vítima para acessar arquivos privados e copiar o material íntimo. Em seguida, o adolescente envolvido assumiu a tarefa de criar perfis falsos e administrar a conta utilizada para divulgar o conteúdo sem a autorização da cliente.

Para conter a disseminação do material e reunir evidências, a polícia realizou uma operação que incluiu o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão nos endereços dos suspeitos. Durante a ação, foram confiscados computadores, notebooks, smartphones e cartões de memória pertencentes à dupla.

Os equipamentos eletrônicos apreendidos foram enviados para a perícia técnica do Instituto de Criminalística. A investigação buscará analisar os discos rígidos e históricos de navegação, com o intuito de rastrear a origem do compartilhamento do vídeo, a data do acesso não autorizado ao aparelho da vítima e verificar se outros casos semelhantes foram cometidos contra mulheres que deixaram seus dispositivos para conserto na loja.

Os suspeitos podem ser responsabilizados judicialmente pelos crimes de divulgação de cena de sexo, nudez ou pornografia sem o consentimento da vítima, que prevê pena de 1 a 5 anos de reclusão, além de invasão de dispositivo informático, conforme a legislação brasileira.

Devido à gravidade da ocorrência, que atinge a dignidade sexual da vítima e envolve um menor, as autoridades policiais e o Poder Judiciário determinaram segredo de Justiça sobre o caso. Os nomes da assistência técnica e dos envolvidos foram mantidos em sigilo para proteger a identidade da vítima e garantir a integridade da investigação.

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