A Polícia Financeira Italiana realizou uma operação que desmantelou uma rede acusada de explorar a prostituição e gerenciar eventos noturnos, com supostos jogadores de alto nível do futebol italiano como clientes. As investigações revelaram que as festas promovidas pela organização incluíam o uso de gás hilariante (óxido nitroso) como droga recreativa. A revelação foi feita nesta terça-feira (21) pelo jornal La Gazzetta dello Sport.
Cinquenta atletas da Série A, incluindo jogadores de equipes icônicas como Milan e Inter de Milão, foram citados na lista de clientes da rede. Além disso, a apuração da Polícia Financeira Italiana aponta que uma das mulheres envolvidas na organização engravidou em razão de um relacionamento com um dos clientes. O Tribunal de Milão está conduzindo a investigação a pedido do Ministério Público.
A operação já resultou na prisão domiciliar de quatro indivíduos, acusados de facilitar a prostituição por meio da organização de serviços de acompanhantes e de envolvimento em lavagem de dinheiro proveniente dessas atividades ilegais. Informações da Polícia Econômica e Financeira Italiana, repassadas à agência EFE, indicam que os eventos promovidos pela rede ofereciam a clientes abastados, em sua maioria atletas profissionais, acesso a serviços sexuais.
Além disso, as fontes da polícia confirmaram que os eventos poderiam incluir o uso de óxido nitroso como estimulante e substância recreativa. Até o momento, os clientes não são alvo da investigação, mas o escândalo gerou polêmica no futebol italiano, que ainda se recupera da não classificação para mais uma Copa do Mundo.
O caso tem implicações significativas para o Milan e a Inter de Milão, rivais locais, uma vez que uma série de jogadores de destaque e empresários já foram identificados como clientes, embora seus nomes ainda não tenham sido divulgados. A situação continua a se desenvolver, e a investigação promete trazer novos desdobramentos nos próximos dias.





