A Polícia Federal (PF) está conduzindo investigações relacionadas ao tráfico internacional de crianças, com foco em uma rede de venda de bebês para adoção ilegal no Paraguai. O inquérito foi iniciado a partir de apurações realizadas pela Polícia Civil do Paraná, que identificou um recém-nascido que havia sido transferido para o país vizinho após uma negociação.
Em resposta aos desdobramentos do caso, a Superintendência da PF no Paraná intensificou as investigações e organizou as apurações sob a denominação de "Operação Repatriar". O objetivo é desmantelar o grupo suspeito de estar envolvido nas transações que resultaram na entrega da criança a terceiros.
No dia 04 de setembro de 2026, a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão na cidade de Foz do Iguaçu. As ações visavam coletar evidências contra indivíduos suspeitos de intermediar a negociação que possibilitou a transferência do recém-nascido para o Paraguai.
Durante as buscas realizadas, foram apreendidos celulares e documentos, que agora passarão por perícia técnica. A análise desses materiais é crucial para aprofundar a investigação e mapear a extensão da rede criminosa envolvida no tráfico de crianças.
A operação marca um esforço significativo das autoridades brasileiras para combater práticas ilegais relacionadas à adoção e ao tráfico de pessoas, especialmente em um contexto que envolve a proteção dos direitos da infância. O caso destaca a necessidade de vigilância contínua e colaboração entre os países para enfrentar esse tipo de crime transnacional.





