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Polícia Federal investiga Lulinha por suposto tráfico de influência

A operação da PF busca verificar se Fábio Luís Lula da Silva exerceu influência indevida em favor da liberação de canabidiol medicinal. O inquérito foi autorizado pelo...

Na última quinta-feira (31), a Polícia Federal (PF) realizou uma operação visando o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A investigação se concentra na apuração de possíveis ações de influência indevida por parte do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência da República, com o intuito de favorecer a liberação e comercialização de canabidiol medicinal em programas governamentais.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende Lulinha e é membro da campanha presidencial do Partido dos Trabalhadores (PT), criticou a investigação, descrevendo-a como “uma peça de ficção”. Ele sustentou que, se Lulinha não fosse filho do presidente, o inquérito provavelmente não teria sido instaurado.

A investigação, que recebeu autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 30, examina se Fábio Luís teria cometido crimes relacionados ao tráfico de influência e corrupção. O caso envolve o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”, que está preso desde setembro de 2025 e é acusado de desvios relacionados à Previdência Social.

Os investigadores também estão averiguando a possibilidade de que Lulinha tenha ligações com o mercado de cannabis, em parceria com a empresária Roberta Luchsinger, amiga pessoal do filho do presidente. A suspeita é que ambos tenham colaborado em benefício da empresa World Cannabis, que é associada a Antunes.

O inquérito menciona interações entre os investigados e servidores públicos, incluindo membros do gabinete da Presidência. Além disso, a PF identificou pagamentos realizados pelo lobista à RL Consultoria, empresa de Roberta Luchsinger, o que leva a questionamentos sobre repasses a agentes públicos e a atuação irregular de Lulinha.

À medida que as eleições presidenciais se aproximam, Aliados de Lula estão avaliando os possíveis impactos políticos decorrentes da investigação. O presidente declarou que seu filho será tratado como qualquer outro cidadão, sem privilégios, e que não pedirá ao judiciário que trate o caso de maneira diferente.

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