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Polícia Federal apura tráfico de bebê de Foz do Iguaçu para o Paraguai

Uma investigação da Polícia Federal investiga a negociação de um bebê de cinco meses, levado de Foz do Iguaçu ao Paraguai. A Operação Repatriar cumpriu mandados de...

A Polícia Federal iniciou uma investigação relacionada a uma possível negociação que envolveu um bebê de apenas cinco meses, que foi levado de Foz do Iguaçu para o Paraguai e entregue a terceiros para adoção ilegal.

Na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão na cidade paranaense durante a Operação Repatriar. As ações visam pessoas suspeitas de terem participado da entrega da criança e de terem intermediado a negociação que possibilitou a transferência do bebê para o país vizinho.

De acordo com informações da PF, a criança foi transportada ao Paraguai no dia 23 de agosto. Após cruzar a fronteira, o bebê teria sido entregue a terceiros em decorrência de uma negociação. Parte do pagamento foi realizada através de transferência via Pix, enquanto outra quantia foi entregue em dinheiro no momento da entrega da criança, conforme os dados coletados até o momento pelos investigadores.

Os valores envolvidos na negociação não foram divulgados pela Polícia Federal, que também não especificou quem recebeu ou fez os pagamentos. O caso começou a ser investigado em 26 de agosto, a partir de diligências feitas pela Polícia Civil do Paraná, que indicaram que o bebê havia sido levado para fora do Brasil.

Felizmente, a criança foi localizada e recuperada, embora a PF não tenha revelado o local onde o bebê foi encontrado nem informações sobre com quem ele está atualmente. Por tratar-se de uma investigação que envolve a transferência da criança entre o Brasil e o Paraguai, o caso foi encaminhado à Justiça Federal, assumindo a responsabilidade a Polícia Federal.

Os investigadores continuam a busca por esclarecimentos sobre a negociação, identificando quem participou da entrega do bebê e qual foi o papel de cada envolvido. A investigação é realizada sob a suspeita de tráfico de pessoas para adoção ilegal e de envio de criança ao exterior sem o cumprimento das exigências legais.

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