A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Falso Advogado com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas. A ação contou com a participação de cerca de 70 policiais e resultou em 14 prisões, além do cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Praia Grande.
A Justiça expediu 45 ordens judiciais, sendo 20 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão. O grupo investigado era conhecido por aplicar o “golpe do falso advogado”, obtendo ilegalmente credenciais de profissionais da advocacia para acessar processos judiciais eletrônicos e coletar dados das vítimas.
Os criminosos se passavam por advogados e solicitavam pagamentos, induzindo as vítimas a erro ao acreditarem que estavam tratando com seus representantes legais. A investigação revelou uma estrutura organizada com divisão de tarefas entre os membros da quadrilha, que atuava em vários Estados, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro.
As penas para os suspeitos podem chegar a 26 anos de prisão, sendo que eles responderão por estelionato qualificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A operação é considerada a maior já realizada no país contra esse tipo de fraude.








